Serys Slhessarenko e o Senado Verde: uma parceria de sucesso
É com grande satisfação que participo do Programa Senado Verde. Como Presidente de Honra desta Comissão, reafirmo o compromisso que assumi desde o início do meu mandato: a luta pelas causas ambientais. Nós, do Senado Verde, estamos atentos às mudanças climáticas e seus efeitos, que podem causar sérias e irreversíveis restrições a toda a humanidade.
Graças ao trabalho árduo de poucos, como a equipe do Senado Verde, a consciência coletiva começa a sofrer profundas transformações. Este grupo vem desempenhando um grande e significativo trabalho através da implementação de soluções eficazes e sustentáveis, da otimização de recursos, inserindo o Senado Federal no campo da grande batalha em defesa do meio ambiente.
Dia após dia, percebemos as mudanças e reconhecemos a assinatura do grupo Senado Verde na introdução de uma nova dinâmica em nossa rotina de trabalho, e, conseqüentemente, contribuindo e muito, para a reeducação coletiva, imprescindível para o futuro do planeta.
Implementação de medidas sustentáveis. Economia de energia, de papel, de água. Reciclagem. Otimização de recursos. Redução de custos, de forma a possibilitar novos investimentos. Seminários. Debates. Conhecimento. Este é o Senado Verde em ação.
No Senado, sou autora de diversos projetos de lei sobre temas ambientais. Dentre muitos, defendo o fim definitivo das sacolas plásticas não degradáveis, a concessão de benefícios fiscais para empresas que utilizarem produtos de plástico biodegradável ou hidrossolúvel, a criação de normas para instituir a fiscalização e controle de sustentabilidade nas obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre atividades de reciclagem.
Ainda de extrema importância para a preservação ambiental, pretendo tornar obrigatório o inventário florestal digital. Isso significa rastrear e monitorar eletronicamente, por meio de chips, todas as árvores existentes em solo brasileiro. Com isso, podemos erradicar o desmatamento e evitar a manipulação de falsos dados responsáveis pelo mercado ilegal de madeira.
E especialmente, proponho o Projeto de Resolução nº 17 de 2007, criando o “Programa Carbono Zero”, que consiste em neutralizar as emissões de carbono geradas pelo Senado Federal. Na prática, as emissões advindas do Senado serão compensadas através do co-financiamento de projetos que seqüestrem ou evitem emissões em quantidade equivalente ao consumo da Casa. Iniciativas dessa natureza já são adotadas por empresas e instituições em todo o mundo. Precisamos fazer nossa parte.
Com isso, busco transformar e atualizar a legislação, de forma a adequar a letra fria da lei à nossa realidade, que urge por normas mais eficazes na luta contra a degradação ambiental.
Acredito no trabalho desempenhado pelo Senado Verde, e aposto no aumento de sua abrangência. Consigo ver o Senado Verde em atuação não só dentro desta Casa, mas futuramente nos Estados, em parceria com os Governos Regionais, no desenvolvimento de projetos sustentáveis, disseminando a consciência ambiental, mudando as estatísticas.
E por falar em mudança, o meu Mato Grosso, hoje é destaque entre os Estados que mais contribuíram com a diminuição do desmatamento no Brasil. Pesquisas revelam uma queda brutal no índice de desmate de quase 80%, se compararmos o mês de novembro de 2008 a novembro de 2009. É um exemplo de superação pois sempre estivemos, infelizmente, entre os primeiros lugares em desflorestamento no Brasil. É uma grande conquista. Nosso objetivo é o desmatamento zero. Estamos cada vez mais próximos dessa realidade.
Nosso Município de Marcelândia, não faz muito tempo, foi considerado o maior desmatador da Região. No ano passado, a sociedade e os líderes locais deram uma basta nesta situação, uniram-se, organizaram-se e conseguiram erradicar o desmatamento no local. Plantaram árvores e recuperaram inclusive uma pequena vertente que corria dentro da cidade, e que estava entupida de tanto lixo. Um verdadeiro milagre, realizado através de muito trabalho, força de vontade e consciência ambiental. Este é um pequeno exemplo da união de forças em um Município. Imaginem o que podemos fazer em maior escala! Precisamos de políticas cada vez mais eficientes de conscientização de agricultores, de pecuaristas, de empresários, de trabalhadores, da população como um todo. Temos várias propostas e projetos em andamento, muitas já apresentados ao nosso ex-Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
Felizmente o Brasil tem sido bastante atuante no que tange ao meio ambiente, especialmente no cenário internacional.
Vejo isso claramente, pois sou Coordenadora da Instituição “Globe Internacional no Brasil”, onde legisladores dos países membros do G8+5 se reúnem para discutir projetos estratégicos sobre a preservação do meio ambiente. Nós, parlamentares brasileiros, estamos presentes e vigilantes em escala global. Em dezembro de 2009, representei o Senado Federal na COP-15 - Conferência da ONU sobre mudanças climáticas, o maior evento a nível mundial sobre o tema.
Sabemos, porém, que a COP-15ficou aquém do que se esperava, uma vez que lá todos tinham o poder nas mãos. Os líderes mundiais poderiam ter feito muito mais, comprometendo-se através de metas e ações concretas. Infelizmente, ainda não podemos contar essa estória. Mas todas as grandes mudanças têm o seu tempo, o seu processo. Não podemos desistir, devemos sim resistir! Devemos acreditar sempre num mundo melhor.
De tudo o que se tenta fazer hoje para mudar a consciência coletiva, nada é mais importante do que introduzir na sociedade o conceito de “educação ambiental”.
Temos que aprender, ou melhor, reaprender, reinventar, nossa relação com o planeta e seus elementos: terra, água, fogo (energia) e ar. Não é à toa que temos esses símbolos estampados no site do Senado Verde.
Esse novo conceito, “educação ambiental”, só foi reconhecido internacionalmente em 1977, com a Declaração de Tbilisi. Naquele ano, houve a 1ª Conferência Inter-governamental em Educação Ambiental, na Geórgia, organizada pela Unesco, através do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Portanto, podemos dizer que toda essa questão é muito recente. A luta apenas começou, temos muito a fazer.
O Programa Senado Verde é um grande exemplo para todos, do que podemos produzir em benefício do coletivo. Suas atividades e ações possuem uma grande dimensão educativa.
Acredito no triunfo do bem sobre o mal. Venceremos os obstáculos, atingiremos os nossos objetivos. Precisamos entender que consciência ambiental não é mais uma opção, é um dever de todos nós.
Parabéns a toda a equipe do Senado Verde, vamos em frente.
Senadora Serys Slhessarenko
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